Clima é de tranquilidade no país após o impeachment de Lugo

Os parlamentares se manifestaram na Câmara Municipal de Foz e pediram que as autoridades não se deixem levar por rumores de intolerância

- Publicado el 04/07/2012
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A primeira sessão ordinária de julho, realizada nesta terça-feira (3), contou com a presença de três deputados de partidos diferentes da região do Alto Paraná (PY). Clara Coronel de Rios (UNACE), Alcides Alfonso Nunes (Partido Liberal) e Carlos Florentino (Partido Colorado), usaram a Tribuna da Câmara Municipal de Foz do Iguaçu para manifestar a versão deles sobre a deposição de Fernando Lugo e pediram que as relações entre o Brasil e o país vizinho não sejam abaladas por disputas diplomáticas. “Nosso país está tranquilo e em paz. Sempre se imagina que quando acontece um impeachment em um país, haverá rupturas no governo. A imprensa que estava esperando uma revolução se surpreendeu”, afirmou o Deputado Estadual Paraguaio Alcides Alfonso (Partido Liberal).

Os parlamentares pediram que as autoridades brasileiras não se deixem influenciar por rumores de intolerância e que os brasileiros que vivem lá serão bem tratados pelo atual governo. O representante do Partido Colorado (oposição ao governo atual), destacou que reconhece Federico Franco como presidente legítimo, já que o processo foi constitucional e a maioria da população está otimista com relação ao futuro do país. Já o vereador Nilton Bobato (PC do B), defendeu a posição do Brasil em respeito à autorregulamentação do Paraguai, mas estranhou a rapidez com que Lugo foi destituído. “O impeachment de Collor durou 90 dias, do ponto de vista da democracia latino-americana, é um pouco assustador uma mudança radical como essa acontecer em 24 horas no país vizinho” finalizou.


Pedido de vistas - O vereador Edílio Dall ´Agnol (PSB) devolveu o pedido de vistas da Emenda Supressiva nº 01/2012 ao PL nº 02/2012, de autoria do Prefeito, que altera de 18m para 13m a largura da caixa das vias. Edílio pediu que os colegas aprovassem a emenda do vereador Carlos Budel (PSDB), alegando que a proposta do executivo é um retrocesso para cidade. O vereador Rodrigo Cabral (PSB) pediu mais tempo para analisar o projeto. O debate gira em torno da redução da faixa de permeabilidade do solo (área de grama), que pode ocasionar tragédias naturais, como alagamentos e enchentes.  

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